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Projeto CombiCOV-Rastreio serológico em profissionais de risco
8 May, 20

O Projeto CombiCOV, primeiro estudo serológico realizado pelo Algarve Biomedical Center e a Fundação Champalimaud no concelho de Loulé, confirma que o contacto com o vírus é muito superior ao número de casos detetados pelos testes de diagnóstico.

Neste projeto, os investigadores optaram por combinar o rastreio serológico (técnica ELISA e kits de deteção rápida de anticorpos IgM e IgG anti-SARS-CoV-2) com testes de diagnóstico viral (qRT-PCR), para obter um máximo de informação, num curto espaço de tempo.

Dos 1235 profissionais de risco testados, apenas 0,2% sabiam que tinham sido infetados com o novo coronavírus, no entanto, 2,8% desta população teve contacto com o vírus e desenvolveu anticorpos nos últimos meses, o que corresponde a uma taxa de infeção 14 vezes superior ao detetado por testes de diagnóstico usados isoladamente.

Para além disso, a quantificação de anticorpos que cada indivíduo tem, apresenta um custo muito inferior comparativamente aos testes laboratoriais de diagnóstico, o que faz com que os testes serológicos constituam uma estratégia eficiente para a prevenção da COVID-19 e retoma das atividades do país.

De acordo com a secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, «sendo um projeto piloto, é um caminho muito interessante. Porque nos permite fazer uma primeira triagem, por uma via economicamente mais eficiente. É um caminho que usa recursos que estão mais disponíveis, são usados vulgarmente, e apenas em situações mais concretas é que recorre aos testes de diagnóstico. À partida, isto faz-nos sentido».

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